terça-feira, 26 de junho de 2012

Desistir nunca, render-se jamais!!!!

Até hoje passo por situações que sempre me remetem à minha infância, hoje foi um dia desses...
Onde eu treino sou a única que não é "perfeita", sou a única que tem uma perna cheia de cicatrizes. Isso me dá muito orgulho, mas também me dá dor, dor no coração dói mais do que as dores que ainda sinto em minha perna "dodói". 
Pessoas são cruéis muitas vezes, gostam de humilhar, fazer chacotas com os defeitos alheios, eu já deveria estar acostumada com esse tipo de situação, mas, sempre dói!
Acho que o fato de eu existir fére os "perfeitinhos" os atletas de ponta!!!! Eles devem olhar para mim e se perguntar: o que esta manca está fazendo aqui? Nossa o tempo dela é ruim! Ou, Uma hora ela desiste!
E hoje, mesmo chateada, mesmo chorando, estou aqui, para dizer a todos, aos que acreditam em mim e principalmente aos que não acreditam:
EU NUNCA VOU DESISTIR!!! Foi esta minha força que me fez chegar até aqui e por mais que me dissessem  que eu não conseguiria eu consegui!!!
Esse tipo de humilhação, em que pessoas que se acham mais do que outras para mim é normal, no fundo me dá forças para continuar e lutar, lutar e lutar!!!

domingo, 24 de junho de 2012

O verdadeiro valor das coisas...

Você já agradeceu hoje?
Por estar vivo?
Por falar?
por enxergar?
Por caminhar?
Eu já, e para comemorar dei uma pedaladinha de 40km e logo mais uma corridinha de 1 hora!
Vocês conseguem sentir o valor que isto representa à mim? Uma pessoa que não teve infância, que não teve adolescência, uma pessoa que até hoje tem desejo de pular elástico rsrs...
É simplesmente maravilhoso olhar para trás e ver que minha força de vontade me trouxe frutos saborosíssimos, e melhor, que estes frutos não param de encher minha árvore da vida!!!
Há quem me pergunte: Mas você não sente mais dores Fê?
Sinto, a dor é uma palavra que está no meu cotidiano, mas, não me deixo ser vencida por ela, jamais!
Uma das frases que gosto de usar quando alguém me interroga se vou treinar mesmo com dor:
Enquanto eu puder subir em minha bicicleta eu o farei, enquanto eu conseguir correr, mesmo que mancando, eu o farei, enquanto meus braços puderem trabalhar no lugar de minha perna nadando, eu o farei, já passei uma vida toda de privações, hoje o limite é imensurável!!!
Ótimo domingo queridos, e não esqueçam, agradeçam!!!!

sábado, 23 de junho de 2012

Histórias mudam histórias!!!

Um dos motivos que conto aqui minha vida para vocês leitores, seguidores e patrocinadores é do imenso orgulho que sinto de minhas vitórias, de minhas batalhas e de minha história de vida. Mas, o que venho percebendo é que por intermédio de minha história outras histórias estão se formando, estão se modificando. Tenho um querido cliente do Cordazzo's que sempre me via treinando na beira mar e um dia ele olhou para sua esposa e falou: "Puxa ela com essa perna treina desse jeito e nós aqui. Se ela consegue nós também conseguimos."
Bem, O Rui e sua esposa começaram a correr e confesso que quando o vi participando da corrida rústica de Penha fiquei emocionadíssima.
Outra história que esta se modificando em função da minha (modéstia parte), é a do meu amado irmão. Na verdade ele sempre praticou alguma coisa, Tênnis, Futebol, porém daquele jeito aleatório e sem direcionamento. Meu mano decide que gostaria de perder uns quilinhos (muita pizza rsrs...), e eu o convido para correr comigo, no primeiro momento ele nega, diz que não gosta, tudo bem cada um no seu quadrado não é mesmo?! Comecei o treinamento funcional na academia Studio Viver bem da Telma e o Mano quis então entrar lá e ver como era. Bem, hoje ele iniciou o treino antes de mim pois, eu estava na minha consulta mensal com meu "Guru" Alex Vaccaro mantendo todo o suporte para meus treinos e condicionamento, e Cris bateu seu record, correu 10km, neste período de "mudanças" já se foram 5 kilinhos embora. Cris está mais esbelto, mais feliz consigo mesmo, e nossa amizade e amor ainda mais fortes, pois, sempre estamos juntos, agora até nos treinos, nossa que orgulho do meu "grandão" rsrs... ele tinha Bronquite quando pequeno, super superação também!
Quanto a mim, resta apenas agradecer, por poder e conseguir treinar e ainda servir de exemplo para alguém?! Meu Deus, obrigado pelo carinho. O negócio é não condicionar a mente com 'EU NÃO POSSO', só não pode quem realmente não quer! Bóra treinar?! bjão a todos e ótimo sábado, agora uns 30km de bike pra ficar bonito rsrs...FUI....

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Retirada do Ilizarov, amém!!

Eu não conseguia mais caminhar, tudo estava mais que inflamado, mais que dolorido, mais que insuportável. Mas quando estávamos eu e Mamika aguardando para eu entrar no centro cirúrgico pensei, vou entrar lá caminhando porque é assim que vou estar daqui um tempinho. Apareceu um residente qualquer chamando pelo meu nome. Levantei, larguei as muletas com Mamika e comecei a caminhar. Cada passo pareciam mil facas entrando e saindo de minha perna, mas o que estava decidido estava decidido, não iria voltar atrás. O residente observa minha luta por cada passo e pergunta: Por que você está mancando? Rsrsrs...eu olhei bem séria para ele e disse: deve ser porque tenho oito pinos atravessados em minha perna de fora a fora e todos estão infeccionados, sem falar nos meus tendões que não suportam mais serem esfregados nos pinos!! O silêncio pairou e assim seguimos até a sala de cirurgia.
No primeiro alongamento, logo que cheguei foi aquela festa, Dr. Cunha e Dr. Luis Eduardo brincando comigo e desmontando toda a parte externa do aparelho, neste não! Tiveram que me ajudar a subir na maca, não deixei que tocassem em mim até a anestesia estar fazendo efeito pois, a dor era tão grande que eu não suportaria que tocassem em mim em sã consciência. Claro que todos concordaram vendo meu desespero e sentido minha dor.
Uma sena marcante em minha vida foi ao chegar na casa de minha irmã e ao me acomodar na cama Mamika me pergunta onde deveriam ficar as almofadas e travesseiros que comumente eu usava para conter a perna, segura pé daqui, em baixo do joelho porque a perna não esticava mais, nas laterais para a perna não cair, enfim era uma parafernália gigantesca, tudo com o intuito de amenizar as dores. Como os pinos haviam sido retirados, então boa parte da dor foi junto com eles, e eu ao perceber que conseguia esticar a perna agora engessada olho para a Mamika e chorando digo: não precisa em nenhum lugar! Nos abraçamos e choramos juntas, forte lembrar disso.
A recuperação foi bem difícil pois, o Sr. Perônio rsrs... não queria calcificar de jeito nenhum, mas gesso botinha e muletas? Tirei e tiro de letra né?!
Aos 27 anos começo a sentir dores terríveis em meu joelho esquerdo, não dei bola, dor é uma palavra muito comum em meu vocabulário, então, você começa a se acostumar com ela, mas, esta em especial almentou de tal forma que não pude me conter, fui atrás do Dr. Cunha após um ano de dor e mais dor.
Continua...

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Rumo ao visto para o Canadá!!!

Então queridos, hoje enviamos todos os documentos e formulários e tudo o mais rsrs... para o consulado canadense. Agora é torcer para que dê tudo certo!
No que diz respeito a mim continuo treinando muito, e no que diz respeito aos meus patrocinadores continuam me dando muito apoio e carinho!
Neste fim de semana em que participei da primeira etapa de atletismo em SP, tive um super hiper mega apoio da minha família Cordazzo's, Seu Luiz, meu patrão e pai de coração, foi meu primeiro incentivador! Obrigado querido chefinho. Pra quem não conhece fica o convite, Trattoria Cordazzo's não é só meu local de trabalho, é um lugar de requinte, de família, de amor!!! Devo muito à estas pessoas que fazem parte desta família maravilhosa! Vó Ida, sempre sábia e amorosa com todos, Jussara, guerreira e determinada, sempre nos ensinando a lutar, Táta, com sua doçura encanta ao mundo todo e Leilinha, minha querida amiga e ouvinte, obrigado a todos pelo apoio, pelo carinho, pela confiança!!! Eu amo vocês!!!
Já neste sábado, terei minha consulta mensal com meu Terapêuta holístico Alex Vaccaro, estou ansiosa para saber as novas orientações do meu Guru!!! Toda minha alimentação e suplementação são naturais e é o Alex quem direciona tudo o que meu corpo necessita. Obrigado meu Guru, tá marcado nosso encontro sábado então! Queridos, logo logo continuarei minha história de vida, aguardem e confiram...

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Mais uma vitória conquistada!!!

Olá queridos patrocinadores e amigos,

Como havia dito, neste último fim de semana participei da primeira etapa brasileira de Atletismo, e graças a Deus obtive bons resultados!!
Fiquei em primeiro lugar em minha categoria e bati o record brasileiro nos 200m rasos. Completados em 37,37 segundos!!! Feka muito feliz, vamos treinar mais e mais para alcançar mais vitórias e histórias boas para contar! Beijão para todos!!!

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Queridos leitores, seguidores e Patrocinadores, peço desculpas, pois, por esses dias não vou conseguir postar. Este fim de semana tenho 1ª Etapa de Atletismo em SP, então resumindo, treino, treino e treino rsrs... Espero voltar com boas notícias para todos! Me desejem sorte! Bj enorme nos seus corações!!!

sábado, 9 de junho de 2012

Confesso que é um pouco difícil falar sobre esta fase de minha vida! Ao olhar esta foto (que não é minha), que postei por último, sinto cada dor, cada pino infeccionado, cada tendão sendo dilacerado pelos pinos e pela infecção generalizada por falta de dinheiro para comprar antibióticos!
Ao sair do hospital eu fui imediatamente para o apartamento de minha AMADÍSSIMA tia Iracema, lá permaneci um mês e qualquer coisa, os melhores dias do tratamento! Comida maravilhosa, remédios, curativos, tudo custeado por ela e meu tio Lauro, queridos!!! Nosso primeiro curativo foi emocionante,
tinha uma espécie de tecido que cobria o aparelho, quando tiramos e em seguida tiramos as gases de cada pino, choramos! Choramos de soluçar, juntas abraçadinhas!Ainda me emociono de lembrar deste dia...
A perna estava muito inchada e os pinos pareciam que iriam cortar tudo de tão horríveis que estavam. Lógico que logo aquela doçura de pessoa tentou amenizar aquela situação toda e por fim correu tudo bem. Quando fui embora de sua casa estava me despedindo também do não sentir dor, porque a partir dali minha vida iria mudar e muito. Lembro de não ter gazes para trocar os curativos e eu pegava as que já estavam duras e verdes de infecção e virava de lado, achando que estava ajudando de alguma forma.
Como falei antes coloquei o Ilirarov aos dezessete anos e sempre me angustio um pouco quando as pessoas contam o que fizeram em seus dezoito anos. Todas sempre tem uma história bacana para contar, já eu, passei a noite em claro chorando, com minha mãe ao meu lado e a única coisa que fazíamos eram compressas quentes (o que hoje sei que é errado, deveriam ser frias), para atenuar a DORRRRR....
Nesta cirurgia, vários problemas agravaram minha recuperação, fazendo com que a retirada do aparelho ficasse cada vez mais distante de mim. Meu pai, o qual é a primeira vez que o cito neste blog, estava com problemas financeiros (vamos colocar deste modo), e então esqueça que tínhamos condições de tomar quatro Keflex por dia, era muito caro, hoje ainda é.
Neste alongamento eu era obrigada a caminhar, ao contrário do primeiro, o fato de caminhar fazia com que o calo ósseo se formasse com mais rapidez, agora me digam, como eu conseguiria caminhar com todos os tendões infeccionados? Não caminhava! Ficava em meu quarto ouvindo Rock in roll e fazendo crochê. Tentava lá de vez em quando caminhar, mas era um sacrifício árduo. Para ajudar minhas muletas não eram do meu tamanho, e quando eu caminhava tinha que cuidar para não sair de baixo dos braços, como se sempre as tivesse equilibrando, horrível. A retirada foi adiada por várias vezes, o Perônio não queria calcificar de jeito nenhum, também passando fome e necessidade da onde meu corpinho iria conseguir forças?
Final de Fevereiro de 1996, era chegada a hora, não aguentava mais...
Continua...

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Esta fase em especial a dos doze anos, me deixou várias recordações, na maioria ruins, infelizmente!
A chegada de minha 1ª bicicleta é uma boa recordação, porém, a partida da mesma por falta de uso e meu pai a vendendo, foi horrível! Chorei por vários dias lembrando de minha Cecisinha dourada!
Sempre fui muito independente, fazia alguma cirurgia e logo já queria me virar sozinha, nos primeiros dias de alongador eu já ia ao banheiro sozinha, não tinha muletas, mas, com o pé direito em forma de esfregadeira ía aos poucos chegando ao destino rsrs...Lá pelo terceiro ou quarto dia, não sei ao certo, peguei as muletas de minha coleta de enfermaria e fui dar uma voltinha pelo hospital (o qual eu conhecia como a palma de minha mão), estava lá em baixo no parquinho, tudo bem até aí, mas, ao retornar para o quarto bati a ponta do chinelo em uma das lajotas e isso deu um impacto enorme! Cheguei a enfermaria com a perna jorrando sangue rsrs... que arteira!
Pois bem, fiquei dos treze aos dezessete anos adiando o que seria o segundo alongamento, ou traduzindo, o meu maior pesadelo.
No início pensei, não pode ser pior do que os oito centímetros que já alonguei! Mas foi! Foi a pior de todas as cirurgias que eu já havia passado.
Enquanto que no primeiro alongamento tínhamos apenas dois pinos neste tínhamos oito, que atravessavam a perna de lado a lado transformando-os em dezesseis. Ao invés de um osso separado cirurgicamente como estávamos falando de Tíbia eram dois, Tíbia e Perônio, o qual me deu muito trabalho!
Com o alongador de Vagner permaneci cinco meses e alonguei oito centímetros, já o Ilizarov uiiii esse nome me dá arrepios, foram treze meses de muito sofrimento para alongar quatro míseros centímetros, porém de insuma importância para mim, para minha sobrevivência com menos dores.
Continua...

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Caros amigos seguidores amadíssimos rsrs...não me contive e estou aqui após alguns minutos para postar novamente.
Ao postar o capítulo de hoje rsrs... saí para comprar meus suplementos que sempre o faço aqui em  Piçarras mesmo, Cia da saúde é minha casa, as meninas são super fofas e atenciosas, não só comigo como com todos que por ali chegam. Sempre torcem e vibram com minhas conquistas então, ao chegar comentei com elas da perda do patrocínio, juro que sem nenhuma segunda intenção rsrs...ok, ao pagar minhas comprinhas saudáveis,  recebo a notícia que a Cia da Saúde será minha nova patrocinadora!!!!! Eu estou muuuuuuuito feliz!!!!
E como venho dividindo todas as etapas de minha vida não poderia deixar esta vitória de lado!!!
Na Cia da Saúde encontro Maca, uma espécie de Ginseng peruano muito bom para a musculatura, lá também compro boa parte de minha alimentação já que não como glúten e lá existe uma variedade absurda de pães e bolos tudo sem o bichão glúten rsrs...meus chás, granola, barrinhas de cereal tudo compro ali. Nossa estou muito feliz com esta parceria, mesmo, porque é um lugar que combina muito comigo, combina muito com saúde, com boa alimentação!!!! Obrigado Deus, obrigado Cia da Saúde, obrigado meninas. Feka emocionada!!! Agora sim amados, rsrs...até amanhã e no que depender de mim, sempre continua...
Hoje inicio minha publicação com certo pesar. Perdi um patrocínio, prefiro não entrar em detalhes porque gosto muito desta pessoa, e respeito afinal a ajuda tem que vir do coração! Tem que ser espontânea, mas, aproveito este momento para engrandecer os que ainda acreditam em mim, os que me colocam para cima todos os meses quando chego em seus estabelecimentos para receber sua colaboração mensal.
Muito obrigado a Trattoria Cordazzo's  que desde meu início está a meu lado, é lá que eu trabalho e meu amado chefe não só me dá uma ajuda de custo como sempre esta me ajudando e incentivando para que eu não pare, muito obrigado Família Cordazzo's, outro queridíssimo colaborador é o Restaurante Vilbert, fica na Penha e acreditem é uma delícia o rango de lá rsrs...Obrigado a Andreia, ao Vilbert, a Morgana e também a minha querida Michelle, todos sempre muito atenciosos comigo, hoje, para vocês terem uma ideia, saí do treino, 50km de bike e 3000metros de nado e passei ali para receber meu patrocínio, almocei em ótima companhia né Morgana, e ainda não me deixaram pagar o almoço!!! Essas coisas emocionam quando são verdadeiras, quando são de coração, obrigado queridíssimos. Farmácia Farma Faita também é patrocinadora muito obrigado e que Deus sempre os ilumine. Este ano ganhei uma parceira das boas, Academia Studio Viver Bem, Telma a proprietária é de uma doçura e inteligência. Esta fazendo treinamento funcional para minha perninha e estamos melhorando muito com seu treinamento, obrigado maravilhosa! Farmácia Vieira também me ajuda, Juliano nunca deixa faltar nada do que preciso, se ele não têm corre atrás e consegue para mim, obrigado Ju pelo carinho. Tenho também um Terapeuta Holístico, Alex Vaccaro, me auxilia na alimentação pois, não ingiro nada químico, essas bombas e coisarada, nada!! Minha alimentação é riquíssima em tudo que eu possa precisar e é com as consultas do Alex que consigo este equilíbrio, sem falar nos florais que ele me fornece gratuitamente, tem o do dia e da noite, me deixa equilibrada e com energia, obrigado pela força guerreiro. Não posso deixar de mencionar meu mano amadíssimo, que sempre me leva nas competições, não tenho carro rsrs... e sempre esta pronto em ajudar no eu preciso, é um fofo, um enorme presente que Deus me deu, Mano, Te amo e muito obrigado por tudo. E minha prima Dani, além do carinho e força que ela sempre me dá, sempre aparece com alguma coisa para me ajudar, uma roupa, um tenis, alguma coisa para a bike, prima, já te falei que posso passar a vida toda te agradecendo e ainda será pouco, mas, obrigado!!!
A vida é maravilhosa por isso pessoal, ao longo de nossas caminhadas conhecemos pessoa que fazem a diferença, e não falo só de valores, falo de sentimentos, de amizades, de carinhos!!! Sou muito grata a todos que sempre acreditaram em mim e ainda acreditam!!!
Quando soube da perda de um patrocínio a princípio fiquei muito preocupada, perder apoio financeiro logo agora, com o Canadá batendo na porta?! Mas, logo em seguida pensei, fechasse uma porta, mas, Deus vai me abrir varias janelas!!! Sei disso, e contarei para vocês quando acontecer.
Ufa, falei bastante hoje rsrs... vou deixá-los no suspense e somente amanhã continuarei minha história. Não se esqueçam, comam bananas e maçãs todos os dias e evitem visitinhas ao médico!!! Vai por mim. bjão e amanha continua...fiquem com Deus!

terça-feira, 5 de junho de 2012

Bem, neste primeiro alongamento foi tive que aprender a sentir dor na perna boa. É que como eu provavelmente continuaria crescendo, foi feito uma cirurgia para que a perna direita parasse de crescer, ao mesmo tempo em que alongávamos a esquerda. Sempre que eu acordava das cirurgias tinha novidades, porém esta eu não gostei muito rsrs...No meu fêmur existia uma parafernália que jamais nos meus doze aninhos tinha visto, e na direita gesso! Gesso na direita? Pensei, tô frita.
Fiquei um bom tempo no hospital, não me lembro ao certo quanto, mas, para mim pareceu uma eternidade. Na perna esquerda eram quatro pinos, na parte interna do fêmur ele era como um parafuso, espiral, já na parte que ficava para fora da perna era liso, dois na região do joelho mas, na lateral esterna e dois na região próxima a bacia. Uma régua de metal acoplava-se aos pinos e meu fêmur foi serrado para que pudesse ser separada as duas partes com o tal mecanismo, bem louco não é?! Existia uma espécie de manivela que de seis em seis horas devia ser girada um quarto de volta, isto, ao longo de um dia me dava um milímetro de alongamento por dia. No fêmur alongamos oito centímetros, amém. Como os pinos eram grossos, mais ou menos da espessura de um lápis, não se podia caminhar ou fazer força com aquela perna, porém, quase no fim do tratamento, onde o osso novo que nascera ali já estava quase que calcificado, rsrs...eu e minha irmã dançávamos Lambada!!!
rsrsrs... Acreditem se quiserem, minha tia Iracema tinha me dado uma saia "daquelas", a Lambada estava no seu auge, adorava aquela música: Chorando se foi quem um dia só me fez chorar...hahaha... e eu, ainda com aquele desejo de bailarina gritando dentro de mim, dançava, do meu jeito é claro, mas dançava com meu par perfeito, minha mana amada!!! Gostoso lembrar deste momento.
Ok, colocamos o alongador de Vagner em Fevereiro e o retiramos em Agosto, tudo saiu conforme o esperado, quisera eu que o segundo alongamento tivesse sido assim, bem isto conto mais tarde rsrs...O gesso da perna direita logo foi retirado, e confesso que até hoje quando lesiono a perna "boa" acho super esquisito, porque não sei mancar da perna "boa" rsrs...ela é meu tudo!!! Não desmerecendo minha esquerdinha né, ela é guerreira também, pra aguentar essa doida aqui rsrs... Agora eu estava com apenas quatro centímetros de diferença, porém, estes quatro centímetros me causavam dores terríveis em função da Escoliose...
Continua...

domingo, 3 de junho de 2012


A primeira pessoa que vi ao acordar foi meu querido médico, com uma feição de alegria e de trabalho cumprido. Quando o vi meu reflexo foi imediato, levei uma de minhas mãos em direção de meu peito, Dr. Cunha também aguardava ansioso por este momento e comentou: Ah, achou que eu iria esquecer o nosso combinado?
Realmente, ele não esqueceu! Eu agora estava com um sorriso que cobria todo o meu ser. Os vômitos cessariam enfim. No meu peito e abdômen ganhei um bom e belo buraco o qual me permitia até eu coçar o umbigo rsrs... A tal da janelinha também estava lá.
Rsrs...isto me faz lembrar um fato que só fiquei sabendo depois de grandinha, Mamika era quem fazia a limpeza da incisão e lembro que sempre brincava para tirar minha atenção, como a infecção estava num grau altíssimo meu Fêmur estava se desfazendo, e pela incisão saiam pedaços de mim. Mamika conta que muitas vezes terminava os curativos e chorava escondidinha.
Não deve ter sido fácil para ela com certeza, perdeu seu emprego o qual adorava em função de muitas faltas para me levar às consultas, às sessões de fisioterapia, admiro esta mulher! Ela não desistiu de mim e eu também não poderia esmorecer diante de tanta dedicação e esforço.
Já na enfermaria, me colocaram numa cama cheia de artefatos e minha perna amarraram e ao fim de tudo havia um peso, este procedimento se chama Tração, junto disto haviam drenos, de tempo em tempo a enfermeira aparecia e recolhia a secreção que saía e muito de dentro de mim. Tempos difíceis, o pior mesmo era quando o horário de visitas terminava, dava um vazio e ao mesmo tempo um desânimo em pensar que teria de esperar até o outro dia para poder tê-los ao meu lado novamente.
Lutamos juntas, com a companhia do Dr. Cunha e sua equipe.
Minha família foi muito importante, minha madrinha sempre ao nosso lado dando carinho, apoio, comida, remédio, agradeço até hoje por tudo que esta mulher chamada Selva, fez não só para mim, mas, à Mamika também. Acho que a garra de minha mãe veio ao se espelhar nela. Te amo minha madrinha querida.
Várias cirurgias foram feitas, tudo para diminuir o estrago já feito anteriormente.
Aos doze anos em função de seqüelas eu já estava com doze centímetros de encurtamento de uma perna para outra. Andava com auxílio de palmilhas e solados extras (que eu odiava, demorei para voltar a gostar de All Star em função destes solados extras. Aos onze anos ganhei um vermelho, dois números maior que o meu pra durar...era horrível eu vivia escondendo meu pé esquerdo, mas hoje tenho até coleção de All star rsrs...), para compensar o déficit. Foi então que nos encaminhamos para mais uma batalha, seria eu uma das primeiras crianças do país a realizar o alongamento ósseo. Hospital era mais meu lar que minha própria casa, e nesta cirurgia em especial passei um bom tempo ”hospedada”.
Continua...


Com o auxílio de nossa família que é e sempre será maravilhosa, tias, tios e primos, todos vivendo nossa vida, sofrendo nossa dor, quando digo “nossa” é por que os personagens principais deste drama com certeza são eu e minha amada mãe.
Abro aspas para falar um pouco de minha guerreira, casou cedo, apaixonada, teve três filhos, meu mano Cristiano, Michelle minha eterna protetora e euzinha rsrs...Minha mãe sempre conta que eu fui uma criança extremamente saudável, não tive nenhuma dessas doenças de infância porém, quando adoeci foi pra valer.
Uma das cenas que mais gosto de me lembrar foi numa determinada tarde, minha mãe me levava para a Secretaria de educação, seu local de trabalho. Lá, eu tinha uma cama improvisada onde passava o dia na companhia de minha mãe datilografando documentos importantes e suas colegas. Adorava ver como ela era ágil e eficiente rsrs..Bem, ao retornarmos para casa eu no colo de minha mãe em pé pois, ainda estava com aquele gesso de corpo inteiro, começou a chover, e minha amada acelerou os passos, eu vendo seu esforço para que chegássemos logo, começo a enchê-la de beijos e dizia: Os meus beijinhos são o teu combustível, quanto mais beijinhos eu der mais rápido chegamos. Puxa, adorei lembrar isto, engraçado como nossas vidas sempre se unem, hoje, por exemplo, vivemos apenas eu e ela, numa mais que perfeita harmonia. Sempre dizemos uma à outra que somos o casamento mais perfeito que já conhecemos nos amamos, nos respeitamos e curtimos nossos momentos juntas com muita alegria.
Conseguimos uma consulta com Dr. Cunha no Hospital Cezar Perneta, sugestivo o nome para um hospital ortopédico, mas, confesso que de início não gostei, pois, esse era um dos adjetivos mais usados para minha pessoa na escola.
Entramos no consultório, eu, minha mãe e minha madrinha (mais tarde quero falar muito sobre ela, uma pessoa mais que especial para mim), sabe quando uma pessoa nasceu para desempenhar certa função? Pois é, Dr. Cunha é um anjo que Deus emprestou para nós meros mortais, e eu agradeço até hoje por este homem fazer parte de boa parte de minha vida. Atencioso, amável, e muito, muito brincalhão fez com que o clima de tensão e nervosismo atenuasse e muito. No meu próprio gesso ele começou a desenhar como as coisas estavam o que seria necessário para “tentar” reverter o caso. Ok, feito isto era chegada a hora de abrir o sarcófago rsrs... Lembro de minha querida madrinha ao meu lado tentando me acalmar fazendo com que aquele momento fosse menos traumático possível para mim, olha, para mim foi sim, porém, para ela... Ao abrir o gesso ela simplesmente desmaiou. O cheiro de podre tomou conta de todo o consultório e eu tentava levantar a cabeça para ver como minha perna estava o que vi era apenas um resquício do que um dia foi minha perna, terrível, era um emaranhado de secreção verde, marrom e o cheiro realmente era insuportável. Dor, muita dor, naquele momento eu percebi que se demorássemos mais um pouco realmente não restaria outra alternativa a não ser a amputação.  
Fui submetida a uma cirurgia de emergência, é a maior de todas no quesito extensão, percorre toda a lateral de minha coxa. Dr. Cunha me promete uma espécie de buraco na região abdominal, a fim de eliminar os vômitos e assim melhorar minha saúde, junto com o tal buraco ele também me promete uma janelinha no gesso, para que a incisão pudesse ser limpa diariamente e também observada pela minha mamika (é como chamo carinhosamente minha mãe), estava eu então rumo à minha segunda cirurgia.
Continua...


sábado, 2 de junho de 2012

E mais uma vitória na minha caminhada rumo ao Canadá, dei uma reportagem para uma Tv local e olha só como ficou...http://www.youtube.com/watch?v=xzlJLSLPiMU&list=UUFR5aPnXsCTMwn_qEhzBLpw&index=2&feature=plcp

Ao acordar, não estava mais naquele corredor, estava em um quarto grande com outras crianças e completamente engessada.
Meu primeiro gesso não se limitava apenas à minha perna esquerda, da perna ele prosseguia para meu quadril, subindo até o peito como um colete, que para mim estava totalmente fora de moda.
Um ano foi o tempo em que aquele gesso permaneceu comigo, sim exatamente “aquele” gesso, meu queridíssimo (puro sarcasmo é claro), Médico na época (o qual prefiro nem comentar o nome, pois, lamentavelmente ele ainda faz parte do corpo clínico do hospital, meus sentimentos aos seus pacientes, sempre me pergunto quantas pernas ou braços ele deve ter amputado, sem ao menos tentar recuperar, sem ao menos se dedicar, estudar um pouco mais as possibilidades para um tratamento ao invés de usar de subterfúgios que a meu ver tornariam sua vidinha medíocre mais fácil), nunca trocou meu gesso, apenas reforçava onde começava a rachar.
Bem, eu tive a sorte de ter uma Mãe! E uma mãe com inteligência suficiente para não aceitar a opinião de um açougueiro e com o auxílio de nossa família recorrer a uma segunda opinião. Nunca, nunca em toda minha vida eu vou conseguir esquecer aquele dia. Como já falei estava há um ano com o mesmo gesso, para vocês entenderem vou explicar como é o processo de tratamento da Osteomielite correto. Faz-se uma raspagem no osso infectado e uma bomba de antibióticos vêm no auxílio do tratamento. Toda incisão cirúrgica precisa de um respiro, principalmente se tratando de uma infecção como a minha, pois é outro erro, neste um ano com meu amigo gesso não houve janela, não houve troca de gesso, não houve nada! Aliás, houve sim, houve muita dor, houve uma criança que não conseguia se alimentar, pois, o gesso comprimia meu abdômen fazendo com que tudo que eu ingerisse tomasse o caminho de volta, houve uma perna que nas mãos deste ser entrou em estado de putrefação.
“É, não tem jeito mãe, vamos ter que amputar a perna dela.” Foi isso que eu e minha mãe ouvimos desse medíocre após um ano de sofrimento. Quem chegava perto de mim sentia o mau cheiro, sentia que algo não estava bem, e o Dr.muita merda, obviamente não arriscaria abrir e observar o resultado de seu trabalho. Peço desculpas pela minha indignação e até minha má educação, mas, esta mágoa, esta dor não consigo apagar mesmo após tantos anos para mim, é como se tudo tivesse acontecido ontem.
Minha mãe revoltada me pegou nos braços e disse: Não, se Deus quisesse que eu fosse mãe de uma menina sem uma perna ela teria nascido com algum problema. Saímos desnorteadas, e muito assustadas com medo do nosso futuro.
Continua...

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Inicio aqui a jornada de contar a história de uma menina chamada Fernanda Katheline que, tinha o sonho de ser bailarina, ao invés disto teve de lutar...lutar contra a doença, lutar contra a amputação, lutar contra o preconceito, lutar contra a vontade de morrer...É uma linda história de vida, sei que talvez existam outras bem melhores mas, para mim essa tem um sabor especial de SUPERAÇÃO PRÓPRIA!!!!
Sejam bem vindos à minha vida!!!
Sempre tive vontade de escrever um livro sobre minha vida, agora, com meu Blog posso minimizar este desejo, vamos lá que se inicie o Diário de uma Paratleta, boa leitura queridos.

Posso dizer que já fiz muita coisa nesta vida porém, bailarina fica quem sabe para a próxima vida rsrs...
1984 fim de tarde, Priscila vai até minha casa me convidando para brincar, eu mais que depressa aceitei, me lembro daquele dia como se fosse hoje, é tão engraçado como certas cenas ou momentos ficam impregnados no nosso mais íntimo não é mesmo?! Bem, resolvemos brincar de corrida, pensando nisto agora acho até cômico, pois, foi por esta corrida que minha vida mudou, se transformou em um pesadelo quase que sem fim e também foi pela corrida que entrei no Paratriathlon. Estávamos em quatro meninas sapecas rsrs...no decorrer do percurso eu estava em 2º lugar, mas, ao tentar ultrapassar Priscila que liderava a competição, tropecei, na realidade sempre penso neste momento, e o que me recordo realmente é de Priscila me passando uma rasteira,  do tipo sai fora que a vitória é minha rsrs...não sei o que é verídico ou o que minha cabecinha de seis anos projetou, mas, o fato é que caí. E caí feio, meu joelho esquerdo foi triturado pela brita de nosso condomínio, e os gritos e choros de dor foram inevitáveis.
Minha mãe não estava em casa, e então éramos apenas eu e minha irmã amada Michelle. A Mi me levou para cama e confesso que a partir daí não me lembro muito bem, não lembro da minha mãe chegando, ainda bem, brava do jeito que ela era eu acho que devo ter tomado um esporro daqueles, é, melhor assim rsrs...
Mas lembro de eu chegando naquele maldito hospital! Hospital Evangélico, uiiii, me dá até arrepio de lembrar das paredes redondas...
Mais uma fase de amnésia, só me lembro da gente esperando para o Rx, e de minha mãe indo embora e eu ficando ali, sozinha numa espécie de corredor. Horrível. Hoje sei que fizeram exames e os mesmos detectaram uma bactéria chamada Estaphilococcus Aureus, a desgraçadinha aí causou minha doença primária Osteomielite (infecção ou inflamação óssea), na realidade não é uma super doença, o que dificultou foi o péssimo tratamento pelo qual fui submetida, meu ortopedista também foi outra péssima escolha pois, graças a ele minha doença progrediu e progrediu a ponto de quase amputarem minha perna.
No meio daquela noite me arrancaram da maca e vi então pela primeira vez a cena que me seguiria por um longo tempo na vida, as luzes do centro cirúrgico! Redondas, eram três, grandes, enfermeiras estúpidas sem um pingo de carinho faziam com que meu pânico e medo aumentassem, vozes, muitas vozes falando termos que eu no auge de meus seis anos de inocência desconheciam, e logo me enfiaram uma máscara cobrindo meu rosto e me impedindo de me defender, adormeci.