sexta-feira, 22 de junho de 2012

Retirada do Ilizarov, amém!!

Eu não conseguia mais caminhar, tudo estava mais que inflamado, mais que dolorido, mais que insuportável. Mas quando estávamos eu e Mamika aguardando para eu entrar no centro cirúrgico pensei, vou entrar lá caminhando porque é assim que vou estar daqui um tempinho. Apareceu um residente qualquer chamando pelo meu nome. Levantei, larguei as muletas com Mamika e comecei a caminhar. Cada passo pareciam mil facas entrando e saindo de minha perna, mas o que estava decidido estava decidido, não iria voltar atrás. O residente observa minha luta por cada passo e pergunta: Por que você está mancando? Rsrsrs...eu olhei bem séria para ele e disse: deve ser porque tenho oito pinos atravessados em minha perna de fora a fora e todos estão infeccionados, sem falar nos meus tendões que não suportam mais serem esfregados nos pinos!! O silêncio pairou e assim seguimos até a sala de cirurgia.
No primeiro alongamento, logo que cheguei foi aquela festa, Dr. Cunha e Dr. Luis Eduardo brincando comigo e desmontando toda a parte externa do aparelho, neste não! Tiveram que me ajudar a subir na maca, não deixei que tocassem em mim até a anestesia estar fazendo efeito pois, a dor era tão grande que eu não suportaria que tocassem em mim em sã consciência. Claro que todos concordaram vendo meu desespero e sentido minha dor.
Uma sena marcante em minha vida foi ao chegar na casa de minha irmã e ao me acomodar na cama Mamika me pergunta onde deveriam ficar as almofadas e travesseiros que comumente eu usava para conter a perna, segura pé daqui, em baixo do joelho porque a perna não esticava mais, nas laterais para a perna não cair, enfim era uma parafernália gigantesca, tudo com o intuito de amenizar as dores. Como os pinos haviam sido retirados, então boa parte da dor foi junto com eles, e eu ao perceber que conseguia esticar a perna agora engessada olho para a Mamika e chorando digo: não precisa em nenhum lugar! Nos abraçamos e choramos juntas, forte lembrar disso.
A recuperação foi bem difícil pois, o Sr. Perônio rsrs... não queria calcificar de jeito nenhum, mas gesso botinha e muletas? Tirei e tiro de letra né?!
Aos 27 anos começo a sentir dores terríveis em meu joelho esquerdo, não dei bola, dor é uma palavra muito comum em meu vocabulário, então, você começa a se acostumar com ela, mas, esta em especial almentou de tal forma que não pude me conter, fui atrás do Dr. Cunha após um ano de dor e mais dor.
Continua...

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