sexta-feira, 8 de junho de 2012

Esta fase em especial a dos doze anos, me deixou várias recordações, na maioria ruins, infelizmente!
A chegada de minha 1ª bicicleta é uma boa recordação, porém, a partida da mesma por falta de uso e meu pai a vendendo, foi horrível! Chorei por vários dias lembrando de minha Cecisinha dourada!
Sempre fui muito independente, fazia alguma cirurgia e logo já queria me virar sozinha, nos primeiros dias de alongador eu já ia ao banheiro sozinha, não tinha muletas, mas, com o pé direito em forma de esfregadeira ía aos poucos chegando ao destino rsrs...Lá pelo terceiro ou quarto dia, não sei ao certo, peguei as muletas de minha coleta de enfermaria e fui dar uma voltinha pelo hospital (o qual eu conhecia como a palma de minha mão), estava lá em baixo no parquinho, tudo bem até aí, mas, ao retornar para o quarto bati a ponta do chinelo em uma das lajotas e isso deu um impacto enorme! Cheguei a enfermaria com a perna jorrando sangue rsrs... que arteira!
Pois bem, fiquei dos treze aos dezessete anos adiando o que seria o segundo alongamento, ou traduzindo, o meu maior pesadelo.
No início pensei, não pode ser pior do que os oito centímetros que já alonguei! Mas foi! Foi a pior de todas as cirurgias que eu já havia passado.
Enquanto que no primeiro alongamento tínhamos apenas dois pinos neste tínhamos oito, que atravessavam a perna de lado a lado transformando-os em dezesseis. Ao invés de um osso separado cirurgicamente como estávamos falando de Tíbia eram dois, Tíbia e Perônio, o qual me deu muito trabalho!
Com o alongador de Vagner permaneci cinco meses e alonguei oito centímetros, já o Ilizarov uiiii esse nome me dá arrepios, foram treze meses de muito sofrimento para alongar quatro míseros centímetros, porém de insuma importância para mim, para minha sobrevivência com menos dores.
Continua...

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