Inicio aqui a jornada de contar a história de uma menina chamada Fernanda Katheline que, tinha o sonho de ser bailarina, ao invés disto teve de lutar...lutar contra a doença, lutar contra a amputação, lutar contra o preconceito, lutar contra a vontade de morrer...É uma linda história de vida, sei que talvez existam outras bem melhores mas, para mim essa tem um sabor especial de SUPERAÇÃO PRÓPRIA!!!!
Sejam bem vindos à minha vida!!!
Sempre tive vontade de escrever um livro sobre minha vida, agora, com meu Blog posso minimizar este desejo, vamos lá que se inicie o Diário de uma Paratleta, boa leitura queridos.
Posso dizer que já fiz muita coisa nesta vida porém, bailarina fica quem sabe para a próxima vida rsrs...
1984 fim de tarde, Priscila vai até minha casa me convidando para brincar, eu mais que depressa aceitei, me lembro daquele dia como se fosse hoje, é tão engraçado como certas cenas ou momentos ficam impregnados no nosso mais íntimo não é mesmo?! Bem, resolvemos brincar de corrida, pensando nisto agora acho até cômico, pois, foi por esta corrida que minha vida mudou, se transformou em um pesadelo quase que sem fim e também foi pela corrida que entrei no Paratriathlon. Estávamos em quatro meninas sapecas rsrs...no decorrer do percurso eu estava em 2º lugar, mas, ao tentar ultrapassar Priscila que liderava a competição, tropecei, na realidade sempre penso neste momento, e o que me recordo realmente é de Priscila me passando uma rasteira, do tipo sai fora que a vitória é minha rsrs...não sei o que é verídico ou o que minha cabecinha de seis anos projetou, mas, o fato é que caí. E caí feio, meu joelho esquerdo foi triturado pela brita de nosso condomínio, e os gritos e choros de dor foram inevitáveis.
Minha mãe não estava em casa, e então éramos apenas eu e minha irmã amada Michelle. A Mi me levou para cama e confesso que a partir daí não me lembro muito bem, não lembro da minha mãe chegando, ainda bem, brava do jeito que ela era eu acho que devo ter tomado um esporro daqueles, é, melhor assim rsrs...
Mas lembro de eu chegando naquele maldito hospital! Hospital Evangélico, uiiii, me dá até arrepio de lembrar das paredes redondas...
Mais uma fase de amnésia, só me lembro da gente esperando para o Rx, e de minha mãe indo embora e eu ficando ali, sozinha numa espécie de corredor. Horrível. Hoje sei que fizeram exames e os mesmos detectaram uma bactéria chamada Estaphilococcus Aureus, a desgraçadinha aí causou minha doença primária Osteomielite (infecção ou inflamação óssea), na realidade não é uma super doença, o que dificultou foi o péssimo tratamento pelo qual fui submetida, meu ortopedista também foi outra péssima escolha pois, graças a ele minha doença progrediu e progrediu a ponto de quase amputarem minha perna.
No meio daquela noite me arrancaram da maca e vi então pela primeira vez a cena que me seguiria por um longo tempo na vida, as luzes do centro cirúrgico! Redondas, eram três, grandes, enfermeiras estúpidas sem um pingo de carinho faziam com que meu pânico e medo aumentassem, vozes, muitas vozes falando termos que eu no auge de meus seis anos de inocência desconheciam, e logo me enfiaram uma máscara cobrindo meu rosto e me impedindo de me defender, adormeci.
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